CATEGORIA: INOVAÇÃO

Por que oferecer projetos BIM e ferramentas digitais não basta na arquitetura comercial

Digitalização não é tudo

Não é de hoje que os escritórios de arquitetura estão se digitalizando. Se antes bastava uma folha de papel e ferramentas de desenho, hoje cada vez mais softwares e plataformas são criados e incorporados ao processo de projeto e passam a ser itens necessários ao desenvolvimento e entrega de um projeto de qualidade.

Com o incremento da metodologia BIM (Building Information Modeling) e a constante e crescente geração de informação dos modelos, é de suma importância a gestão desses itens. Não basta apenas gerar essa informação, mas saber como usá-la e manuseá-la para que seja o mais acessível e aderente ao que o cliente final necessita e fará uso no futuro. Dessa forma, o BIM não pode configurar-se apenas como uma tecnologia de trabalho de um escritório, mas deve tornar-se efetivamente útil ao usuário do modelo, este podendo ser da equipe de compras, da obra ou mesmo da manutenção futura da edificação, dependendo dos objetivos do cliente.

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Entender as proposições do cliente: a base para um modelo eficiente na arquitetura comercial

Para chegar em um modelo realmente eficiente, mais do que dominar o uso da ferramenta, é imprescindível uma proximidade com o cliente final e constantes trocas para entender todo o seu processo e objetivos.

Construir uma relação de apoio junto ao cliente, ajudando a reformular seus processos a partir da perspectiva BIM, é fundamental para explorar o máximo potencial da tecnologia. O questionamento de processos enraizados pode ser um primeiro passo na busca por melhorias e pode dar lucidez para as possibilidades e benefícios que o método pode trazer. A partir da coleta dessas informações, devem ser mapeados os processos que serão traduzidos em um plano de desenvolvimento, tendo como resultado um processo interligado e adaptado às ferramentas que o BIM pode oferecer.

Com base na análise de projetos anteriores do cliente e visando onde se quer chegar, é realizado um cadastro das informações para que estas possam ficar concentradas em um único arquivo. Esse arquivo, no software Revit da Autodesk, é chamado de template e é a base para o início dos projetos do cliente. O mesmo pode ser compartilhado entre escritórios e deve ser constantemente atualizado, garantindo que a informação seja única e correta.

Esse processo de organização e gestão das informações, se não for bem sistematizado e servir como insumo para alimentar corretamente o template do Revit, pode gerar muitos problemas e retrabalhos a quem desenvolve os projetos, mas principalmente ser ineficaz na extração de dados. Dessa forma, pode-se entender que um bom template não é aquele simplesmente que faz uso de todas as funcionalidades que a ferramenta proporciona, racionalizando as soluções de desenho, mas sim aquele que foi desenvolvido e especialmente pensado para um cliente específico, estruturado com base em um sólido conhecimento na elaboração e gerenciamento de projetos.

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Com essa base bem consolidada é possível, posteriormente, uma fácil interação do cliente com as informações contidas no projeto, assim como um manuseio em obra do modelo, visualizando suas alterações mais recentes e compatibilizações com disciplinas complementares. Pode-se também buscar por uma fidelidade cada vez maior numa lista de preço unitário a partir de um modelo BIM ou na sincronização do cronograma de obra com os itens modelados em projeto. A tarefa crucial para uma parceria efetiva no nicho da arquitetura comercial é buscar o que faz mais sentido ao cliente, mesmo que inicialmente ele não tenha ideia que tais possibilidades existam.

Colaboração e gestão eficazes com o uso de BIM

Nos escritórios de arquitetura que utilizam a metodologia BIM, especialmente aqueles voltados à arquitetura comercial, cujos prazos são muito curtos, costuma-se alocar mais de um colaborador em cada projeto, justamente para que se consiga atender os prazos estipulados com a qualidade pretendida. Nesse modelo de trabalho, ter um processo estruturado e mapeado no escritório, com escopos de atuação de cada membro da equipe bem delimitado, torna esse desafiador processo colaborativo um sucesso.

No BIM, as trocas e alinhamentos entre profissionais, tanto do mesmo escritório quanto de parceiros (projetistas de elétrica, incêndio, estrutural, ar condicionado, hidrossanitário, entre outros), devem ser constantes e estruturadas através de uma metodologia de trabalho que vise a agilidade e a eficiência dos projetos. Entender o cliente e as demandas da arquitetura comercial é o passo inicial do processo, porém reuniões periódicas com toda a equipe participante dos projetos devem ser feitas. Esses alinhamentos garantem um modelo BIM mais otimizado e possibilitam uma melhor inter-relação entre as disciplinas, fazendo com que todas elas dialoguem de forma ordenada e em sincronia.

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Na arquitetura de roll-out, com a multiplicação de projetos padronizados, essa equipe de trabalho bem alinhada pode trazer ainda mais benefícios ao cliente. Através da repetição e constância de projetos é possível melhorar a curva de aprendizagem e aperfeiçoar a forma de organização e gerenciamento dos projetos, atingindo assim um nível bastante elevado de excelência.

Aliado a uma gestão bem estruturada dos processos e pessoas envolvidas no projeto, são necessárias as ferramentas que promovem redução de erros e maior agilidade em toda a cadeia do processo projetual. Uma ferramenta que vem ganhando espaço nos últimos anos é o BIM 360 – uma plataforma online oferecida pela Autodesk onde é possível gerenciar e tornar acessível todos os documentos e dados referentes a um projeto arquitetônico, com possibilidade de visualização 3D e controle de alterações e comparações entre modelos.

Vera Zaffari & Co: a gestão voltada para os resultados

A Vera Zaffari & Co vem evoluindo há anos os seus processos e estratégias a fim de entregar sempre o melhor resultado ao cliente. Tanto a gestão dos projetos e de suas equipes, quanto o fomento à inovação são focos cruciais do escritório para estar sempre à frente e conseguir conquistar os clientes mais exigentes.

A VZ&CO acredita que não basta trabalhar apenas com os softwares mais promissores que o mercado oferece — e as possibilidades são cada vez maiores: BIM 360, colaboração na nuvem, extração de quantitativos, percurso virtual, realidades virtual e aumentada, Dynamo, etc. —  se o escritório falha na gestão. Claro que essas ferramentas são muito importantes e trazem enorme valor aos projetos de arquitetura comercial, tanto na forma de apresentação final, quanto na confiabilidade de informações, mas não são elas que tornam o escritório efetivamente confiável.

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Um bom projeto começa com uma equipe engajada. E tudo isso inicia com boas contratações, através não apenas da análise do currículo e experiência do candidato, mas de uma análise profunda do perfil comportamental do mesmo, com o apoio de um profissional. Atrair e reter as pessoas sempre aderentes à cultura da empresa e com um perfil intra empreendedor — inquieto,  questionador, que busca se superar e inovar, além de gostar de desafios e assumir responsabilidades — é o ponto chave.

Na VZ&CO aplicamos uma metodologia própria de treinamento bastante intensa e consistente para integrar esses novos colaboradores à equipe e damos a eles autonomia para desenvolver seu trabalho e trazer novas ideias e sugestões de melhorias, sempre bem- vindas.

 Reuniões semanais de equipes e alinhamentos individuais constantes são importantes para trazer todos para um mesmo nível de conhecimento, propiciando que as pessoas se posicionem nas áreas onde possuem mais interesse: só assim conseguirão desempenhar com maestria seu trabalho. Se necessário, medidas corretivas são tomadas de forma rápida para que o trabalho volte a fluir conforme planejado.

A gestão à vista e relatórios de acompanhamento dos projetos também têm presença marcante no planejamento das equipes no escritório, possibilitando uma melhor organização e planejamento das entregas, visando atender os cronogramas internos ou solicitados pelos clientes, além de nos mantermos dentro das horas previstas nos projetos.

Para atingir o nível de excelência desejado é necessário, portanto, um trabalho árduo de gestão de equipes, processos e informações. São as pessoas que transformam as informações —  através de processos estruturados e uma boa metodologia de trabalho —  em projetos vencedores, conseguindo assim surpreender o cliente.

 

Graciela Zaffari

Partner em Vera Zaffari & Co

 

 

 

CATEGORIA: INOVAÇÃO, Varejo

DESAFIOS PARA O VAREJO NO PÓS-PANDEMIA

Diante do cenário atípico que vivemos, devido à pandemia mundial do novo coronavírus (COVID-19), com o número de casos da doença crescendo de forma exponencial, o mundo inteiro foi submetido a tomar decisões rápidas e eficientes com a finalidade de priorização da vida. As medidas de fechamento do comércio considerado não essencial geraram grandes consequências para o mercado varejista, que precisou entender rapidamente a necessidade de se reinventar e modificar seus procedimentos operacionais a fim de manter o contato com os seus clientes, evitar o fechamento de suas lojas físicas e a demissão dos seus colaboradores.

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A “loja do futuro” e o omnichannel (convergência de todos os canais — online e offline — utilizados pelas marcas para estar presente onde o consumidor está), conceitos do varejo ligados à arquitetura, que vem sendo adotados antes mesmo da pandemia, entram novamente em pauta. Seu intuito é oferecer ao cliente a experiência perfeita. Porém, agora, com a necessidade crucial de observar os novos comportamentos de consumo perante este momento delicado de pandemia, procurando entender se o consumidor tem novos medos, receios, desejos ou dores.

Diante disso, para as marcas, também nasce a necessidade de rever os seus conceitos e propósitos a fim de se adaptar a essa nova realidade.

Revolução da Experiência

Este novo modelo de consumidor, utilitarista, que já nasceu no meio de tantas transformações digitais, vem criando hábitos de consumo diferentes das gerações precedentes. A medida que ganha espaço no mercado de varejo, ele impõe suas novas preferências, repletas de tecnologias e novas práticas, buscando cada vez mais experiências prazerosas, seguras e memoráveis. A experiência proporcionada por cada loja deverá ser atualizada, pois está diretamente ligada aos sentimentos e emoções do seu consumidor.

A arquitetura, neste momento, entra com um papel muito importante: identificar esses sentimentos dos consumidores pós-pandemia e inserir elementos nas lojas que realizem essa experiência com excelência, se adaptando ao novo jeito de consumir.

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Ambientes controlados e sensação de limpeza

O varejo precisará propiciar segurança aos seus consumidores, tendo a tecnologia como aliada no controle do fluxo de pessoas dentro de suas lojas, dos centros comerciais e dos shoppings centers, com a organização da área de entrada e sinalizações no piso para os clientes manterem o distanciamento social nas filas dos caixas e em outros pontos de possível aglomeração na loja.

Sendo assim, a arquitetura optará por ambientes com cores mais claras, lojas mais abertas e arejadas, predominância de vidros e presença de plantas, fatores que aumentam a sensação de limpeza que passa a ser desejada pelo consumidor.

Medidas de higiene passarão a ser ainda mais essenciais para o varejo pós-pandemia, além da desinfecção frequente dos ambientes, das prateleiras, dos carrinhos, das mercadorias e das máquinas de pagamento.

As lojas deverão fornecer aos seus clientes e colaboradores fácil acesso a álcool gel e a introdução de lavatórios com água e sabão em grandes lojas. E tudo isso deverá ser considerado nos novos projetos de arquitetura.

Nas reformas e lojas novas do futuro, os acabamentos adotados terão preferencialmente características de impermeabilidade, resistência a produtos químicos e calor, para facilitar a limpeza.

Além disso, todos os funcionários devem ter acesso a equipamentos de proteção necessários para a realização do seu trabalho, como máscaras e luvas.

Novas tecnologias a serem empregadas

Em termos de tecnologia, as lojas do futuro precisarão ter um projeto de arquitetura que concentre as novas necessidades e características, tanto tecnológicas quanto comportamentais, trazendo maior interatividade dentro de uma experiência mais independente, e fazendo com que o cliente passe a ter um papel de usuário na loja.

A leitura de códigos de barras ou “qr codes”,  para confirmação de disponibilidade do produto em estoque, e os auto checkouts, pagamentos realizados diretamente pelos smartphones dos clientes, tomarão conta do mercado de varejo, com o intuito de reduzir o tempo de fila nas lojas e manter a devida distância de segurança entre os consumidores.

Tecnologias de higiene também terão destaque neste momento, como lâmpadas UV para desinfetar os ambientes, superfícies ultra compactas de fácil limpeza, dispensers e borrifadores de álcool, sensores de presença e acionamento automático.

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O clique e retire, modalidade de entrega em que o consumidor compra na internet e retira na loja, já é uma das tecnologias que mais crescem no e-commerce do varejo e a tendência é ampliar ainda mais no futuro pós-pandemia.

As marcas do segmento de vestuário terão que tomar medidas específicas para que o consumidor não tenha receio em experimentar as roupas e sapatos expostos à venda. Provadores inteligentes, com espelhos e painéis interativos, passarão a ser indicados nos projetos de arquitetura, fornecendo uma solução em que os clientes não precisarão ter contato com as peças.

Isto é, a loja se transforma em um espaço de tecnologia que combina arquitetura, segurança e experiência em um só lugar.

Atualização no layout do varejo

Por fim, a organização do layout das lojas deverá ser repensada pelas equipes de arquitetura, aumentando o distanciamento entre as gôndolas e expositores, com novas setorizações, forçando o consumidor a seguir um percurso contínuo e evitando filas. Com esse novo olhar para a jornada do futuro consumidor dentro da loja, o foco na curadoria e a exposição de itens que realmente façam sentido também deverão ser adotadas pela equipe de VM.

É indiscutível que o varejo terá que se reinventar e reafirmar seu posicionamento para atender às novas demandas de consumo da população no futuro pós-pandemia. A fusão entre os recursos digitais e a loja física, “figital”, se tornará inevitável, necessitando que as empresas se tornem muito mais competentes na sua gestão operacional. Será preciso organizar a sua estrutura de logística, tendo um excelente controle de estoque, a fim de se tornar omnichannel, além de focar na experiência perfeita e segura que o seu usuário estará buscando.

Neste contexto, a arquitetura terá o papel essencial de integrar o design e layout da loja com a tecnologia necessária para continuar encantando o seu consumidor. Ela será a expressão física de um processo de experiência do cliente/usuário muito bem elaborado, visando a excelência.

Alexia Becker

Partner em Vera Zaffari & Co

 

 

CATEGORIA: CASES VZA, INOVAÇÃO, Supermercados

O futuro dos supermercados

Em meio ao momento que estamos vivendo, todos os setores estão em fase de adaptação para atender as necessidades do chamado novo normal. Considerando o isolamento social, imposto para controle da pandemia, velhos conceitos do varejo estão tendo que se atualizar para se manterem viáveis economicamente. Em frente a este momento surgem as oportunidades de melhoria e transformação digital, soluções voltadas a projeto e operação estão em foco para trazer através do uso da ferramenta BIM, estas melhorias.

Um dos setores que mais se destaca principalmente neste momento, por ser uma necessidade básica da população, é o ramo alimentício, especificamente supermercados. A necessidade de ampliação no número de lojas físicas vem crescendo em ritmo acelerado, muitas redes estão tendo que realizar adaptações nos seus formatos de atendimento para conseguir atender a população. Com o isolamento social, o maior desafio tem sido minimizar as filas e otimizar o tempo de compra para reduzir o risco de contaminação, bem como a frequente higienização.

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A nova loja física

E como nós podemos auxiliar nessa transformação digital dos supermercados? Primeiramente precisamos entender os conceitos anteriores para poder olhar para o futuro. Anterior à pandemia, o conceito de projeto dos supermercados sempre foi de ocupar ao máximo o espaço físico de área de vendas, com a exposição de produtos maximizada em muitas gôndolas no layout. Com este novo desafio, os projetos de supermercado terão que sofrer mudanças radicais, não apenas focando no aproveitamento do espaço, mas também na análise do processo de compra como um todo. Seja entendendo os fluxos para otimizar o tempo, seja analisando os perfis dos clientes para oferecer novas experiências de compra. Através do uso da ferramenta BIM, poderemos ter agilidade em propor soluções de layout, simular sistemas de abastecimento através de softwares de compatibilização que auxiliam na logística de canteiros de obra e agora poderão estar voltados para a operação dos supermercados.

Muito tem se falado em segurança dos clientes em meio ao isolamento social. A higiene e limpeza tem sido o principal foco das redes de supermercado e muitas já buscam alternativas como a utilização de raios ultravioletas para higienização dos produtos após a compra ou através de pulverizadores instalados próximo aos estacionamentos, proporcionando a higienização antes de colocar suas compras no carro.

A grande concorrência do momento não se dá através do melhor preço, mas sim de quem proporciona a melhor experiência de compra, a mais segura e a mais ágil. Pensando em um futuro próximo, um novo conceito para grandes redes deverá considerar áreas de estoque volumosas como as de uma distribuidora, oferecendo compras pela internet e retirada através de drive thrus.

Outros desafios dessa pandemia estão nos controles de quem está entrando nas lojas. Algumas redes de supermercados já estão realizando adaptações nos projetos com o uso de câmeras térmicas instaladas na entrada das unidades para aferir a temperatura das pessoas ou para controle da ocupação do espaço, através de câmeras que utilizam algoritmos. Todas estas adaptações ainda geram um custo alto por serem produtos importados e por isso é preciso se pensar em projetos inteligentes, que auxiliem nesses controles com investimento reduzido.

Pensando na agilidade do processo de compra, a modernização de PDVs com auto atendimento já são realidade em muitos países e começam a ter um crescimento em função do isolamento social. Este tipo de adaptação já pode ser realizada nos supermercados existentes sem requerer grandes alterações de projeto. Trata-se de uma mudança de conceito que vem de encontro a obstáculos fiscais e da evolução dos processos internos das empresas.

A nova loja física precisará prever nos projetos o conceito de tudo em um único lugar, minimizando as idas a diversos locais para obter o que se precisa e otimizando o tempo de compras.

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A tecnologia a favor do varejo

Em um mundo cada vez mais digital, a tecnologia tem se aproximado muito do consumo, e com o isolamento social, este conceito acelerou-se ainda mais. A tecnologia tem muito a contribuir para a modernização dos supermercados, tanto na área de projeto como na de operação. Nos projetos, para melhor concepção do layout, através da análise do perfil de consumo para entender as necessidades dos clientes, e com base nos fluxos, melhorar a forma de expor os produtos com maior saída. Estas análises podem ser realizadas através de mapas de calor que medem onde estão as maiores concentrações de pessoas no decorrer do dia, assim como o acompanhamento das vendas para mapear os produtos, permitindo melhor planejar as reposições, evitando rupturas de relações comerciais e fidelizando os cliente.

Ao encontro à introdução da tecnologia na operação dos supermercados, vemos como um grande aliado a tecnologia BIM para execução de projetos, auxiliando no monitoramento das informações e manutenções futuras como, por exemplo, na substituição de lâmpadas. Hoje podemos inserir todas as informações dos itens que compõem o projeto dentro de um software. Na Vera Zaffari&CO utilizamos o Revit, o qual poderia ser acessado pela operação do supermercado e consultado o modelo específico a ser substituído, de forma rápida e assertiva, ou até mesmo auxiliando nas questões de inventário, cadastrando dentro do projeto todos os mobiliários através de códigos para serem consultados e monitorados futuramente.

Existem inúmeras possibilidades a serem exploradas em projeto com o uso da tecnologia BIM. Ela facilita a execução e reprodução de projetos, diminuindo custos e gastos extras com maiores possibilidades de gestão e colaboração a partir do modelo. Mas tudo isso é possível através de um bom planejamento de projeto para atender todas as demandas do cliente.

supermercado arquitetura projeto

O uso de dados, para melhorar a eficiência do negócio, deverá estar cada vez mais próximo a operação dos supermercados, como o uso de QR Code, para mapear produtos e ter fácil acesso à validade dos mesmos, podendo controlar melhor os estoques e otimizar as reposições, ou até mesmo facilitando a compra. O usuário, sem precisar ter em mãos o produto, consegue ter acesso aos dados de validade e componentes, o que em tempos de isolamento social, poderia ser uma ferramenta aliada no  controle de higienização e segurança dos clientes.

A inteligência artificial, associada à experiência de consumo do cliente, já vem sendo algo presente em outros setores do varejo, como é o exemplo da Luiza criada pela rede Magalu, proporcionando a personalização da compra através do estudo do comportamento do consumidor, melhorando a oferta e rentabilizando investimentos. Outra possibilidade é o uso de realidade aumentada para facilitar as compras à distância ou até mesmo a pré-visualização de layout do supermercado. Ambas soluções podem ser utilizadas tanto pelo cliente final como pelo responsável pelo projeto no planejamento do mesmo. Todas estas estratégias vêm ao encontro deste novo conceito de compras que se intensificou com o isolamento social.

Com um mundo cada vez mais digital, todas as estratégias de inserir a tecnologia ao formato de vendas precisam sempre estar alinhadas com as relações com o cliente, mantê-las próximas e ao mesmo tempo fidelizadas.

Podemos concluir que na era das experiências, mesmo que de forma distante, o varejo e principalmente os supermercados, precisam repensar mais do que nunca o papel das suas lojas, mudar os velhos conceitos e olhar para um futuro muito próximo. Mesmo em lojas já existentes as adaptações podem ser realizadas. O uso de novas tecnologias aliadas ao planejamento de projeto já são realidade na Vera Zaffari&CO. Podemos contribuir muito para essa transformação do varejo através da tecnologia BIM, acompanhando a necessidade atual crescente do número de lojas físicas de supermercados. O nosso papel junto às redes de varejo é trazer novos conceitos e auxiliar nas adaptações e evoluções de processos. Estamos, assim como o momento exige, em constante evolução e em busca do novo para poder oferecer aos nossos clientes. Não sabemos ao certo como será o mundo pós pandemia, mas sabemos que não será como antes, e quem não se preparar para as mudanças poderá ser afetado economicamente.

 

Rubiane Schneider

Partner em Vera Zaffari&CO

 

 

CATEGORIA: História da VZA, INSTITUCIONAL, Pessoas e Equipe VZA

Conheça a história da Vera Zaffari & Co

Quem somos

A Vera Zaffari&Co é uma empresa de arquitetura comercial, com extensa experiência em projetos de redes de varejo, hotelaria, super e hipermercados, centros de distribuição, prédios corporativos, shoppings centers e projetos de renovação/restauração.

Fundada em 1998 pela Arquiteta Vera Zaffari na cidade de Porto Alegre, com o objetivo de entender a visão de negócio dos seus clientes e, assim, desenvolver um projeto que gere resultados. Neste período foi reconhecida por entregar o mais alto nível de profissionalismo em projetos de arquitetura comercial aos clientes mais exigentes, com necessidades de projetos complexos. Nos últimos 10 anos uma equipe de profissionais talentosos concluiu mais de 1 milhão de m² de projeto, distribuídos em projetos em todo o Brasil, Uruguai e Argentina.

Em 2012, Graciela Zaffari, sua filha, se uniu à empresa após um período de 3 anos trabalhando em Paris, no escritório Enia Architectes, especializado em arquitetura comercial. A partir desta etapa, a empresa cresceu, tomou corpo e hoje conta com 8 sócios, com gestão compartilhada, aproveitando o melhor do compartilhamento de ideias e estratégias.

Nestes mais de 20 anos a Vera Zaffari&Co cresceu, especializou-se e alcançou premiações na área da gestão da qualidade. Foi reconhecida por ser referência em inovação e excelência na sua área de atuação.

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Sua visão, nossa paixão

Como arquitetos, acreditamos que um projeto de arquitetura tem significado e consequência. O que construímos, como construímos e como é usado o torna relevante. Esta filosofia nos une e nos inspira. Acreditamos que a arquitetura tem a capacidade de inspirar uma comunidade que gravita em volta dela desde que seja o produto de uma visão compartilhada entre as várias partes interessadas.

No fundo, nosso trabalho não é somente sobre projetos e obras finalizadas. É sobre clientes, consumidores, usuários e funcionários que utilizam estes edifícios para trabalhar, para usufruir, comprar e vivenciar. Por isto o nosso trabalho diário consiste em gerar a melhor experiência para o usuário final. E o resultado? Instalações comerciais inovadoras, adaptadas especificamente a cada comunidade.

Nosso compromisso é com a entrega de arquitetura comercial por meio de tecnologias, de práticas sustentáveis e da busca da excelência. Acreditamos na força da experiência, na colaboração e na construção de relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros, sem deixar de olhar para o futuro.

Porque fazemos

Nossa visão é potencializar a arquitetura comercial como uma visão de negócios. Exploramos e desenvolvemos projetos complexos de forma a efetuar a melhor experiência aos nossos clientes e que geram resultados para todas as partes envolvidas.

Nossos clientes são líderes nos seus respectivos setores. Estabelecemos uma parceria para levar as mais recentes soluções e tecnologias com o objetivo de entregar espaços, prédios e lugares que avancem em direção à sua missão. Nosso grupo de profissionais leva isto a sério e estamos sempre procurando oportunidades que nos permitam causar um impacto positivo.

Como fazemos

Estamos organizados no nicho de arquitetura comercial especializado para fornecer aos nossos clientes equipes dedicadas de profissionais focadas em atender às necessidades específicas de cada projeto e de cada cliente. Vemos valor cruzado em todo o trabalho que fazemos e acreditamos que cada projeto gera um melhor processo.

Na Vera Zaffari & Co inovamos para a flexibilidade futura, mantendo-nos atualizados com os avanços do setor, de novas tecnologias e nas melhores práticas e atualizações de processo, repetindo os aprendizados anteriores e experiências vivenciadas para criarmos soluções duradouras.

Através do uso de várias tecnologias acopladas ao sistema BIM, apoiamos os nossos clientes na expansão digital dos seus setores de expansão fornecendo apoio através de pesquisa constante em novas ferramentas que possam facilitar os processos, melhorar os resultados e entregar uma melhor experiência ao longo de todo o processo de projeto e obra.

Nossos projetos são formados a partir de uma profunda compreensão do programa, do local, das normas que impactam, das necessidades a serem atendidas, dos conceitos a serem mantidos, mas começam com a necessidade de descobrir todo o potencial que o mesmo pode entregar. Nossa experiência, conhecimento e recursos são mais eficazes quando ouvimos um ao outro, trabalhamos uns com os outros e aprendemos uns com os outros.

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Colaboração

Um aspecto fundamental dos projetos da Vera Zaffari&Co é o nosso profundo compromisso com o processo de projeto e com o entendimento da missão e objetivos da visão de negócio dos nossos clientes. Trabalhamos de mãos dadas com eles para projetar a arquitetura que ajuda a resolver os desafios dos seus negócios, porque acreditamos que as melhores ideias sempre surgem quando trabalhamos como um time.

Com respeito aos nossos clientes e parceiros, nos envolvemos em ouvir atentamente e valorizamos as ideias que obtemos em trabalhar com colaboração. Ao considerar as necessidades, aspirações e visão de negócio dos clientes projetamos soluções criativas e que geram experiências.

Nossa empresa promove um ambiente de trabalho altamente colaborativo, no qual vários pontos de vista e disciplinas relacionadas cocriam com o projeto de arquitetura. Nosso método de trabalho envolve uma estratégia de design colaborativo que envolve clientes e uma gama completa de consultores especializados, das engenharias envolvidas, para entender os resultados a serem alcançados. Desenvolvemos um processo de design que promove o senso de autoria compartilhada.

Aproveitando a força de várias disciplinas, colaboramos ativamente nas áreas de conhecimento que se cruzam para obter novas perspectivas, inspirar a inovação e gerar soluções adequadas à visão do cliente.

Quem faz

Na Vera Zaffari&Co, acreditamos que o sucesso final de qualquer projeto de arquitetura é conduzido por pessoas. Envolvemos uma equipe de profissionais experientes, altamente apaixonados e qualificados, trabalhando em direção a um objetivo único – atender aos anseios dos nossos clientes e oferecer o melhor valor nos projetos que entregamos.

Nossas pessoas compartilham dos nossos valores e acreditam na visão da empresa para o futuro. Nosso time tem experiências diversificadas, mas todos temos uma coisa em comum: o cuidado genuíno um com o outro, com nossos parceiros, com nossos clientes e com o resultado do nosso trabalho. De shoppings que aproximam clientes das lojas, hotéis que promovem o bem estar, a lojas que geram experiências e prédios corporativos que propiciam o melhor lugar para se trabalhar.

Na Vera Zaffari&Co temos o compromisso de criar uma cultura de estúdio que promova o profissionalismo, a criatividade, a energia positiva e o respeito mútuo. Quando nosso time está equipado para trabalhar em todo o seu potencial, podemos viver e concretizar o nosso propósito de inovação por meio de parcerias. Concentrando-nos em planos de carreira e desenvolvimento profissional e pessoal, não apenas servimos nossos clientes e oferecemos excelência, mas também construímos o nosso próprio futuro.

Propiciamos um espaço de trabalho desafiador e gratificante. Entendemos que o incentivo e o desenvolvimento de cada membro da nossa equipe aprimoram a prática da arquitetura.

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O que nos desafia a seguir em frente

Somos inquietos, uma jovem empresa de mais de 20 anos neste mercado. Procuramos ir sempre além e questionar o status quo em tudo o que fazemos. A dúvida que sempre nos impulsionou a ir adiante, a andar um passo além, é como podemos entregar uma melhor experiência em tudo o que fazemos. Somos referência na busca de novas tecnologias que melhorem os resultados, que aumentem a confiabilidade das nossas entregas e melhorem a experiência do usuário.  Isto nos desafia a andar em caminhos pouco conhecidos e buscar soluções inovadoras na forma de produzir e entregar arquitetura.

Aproximamos os clientes das novas tecnologias BIM e facilitamos a aprendizagem, apoiando-os na transformação digital e melhorando a experiência dos seus processos de arquitetura e obra. Nossa experiência em processos inovadores ajudou na integração digital nos nossos clientes. Somos apaixonados por tecnologia aplicada ao processo de projeto e às metodologias ágeis pois entendemos que estamos nos preparando e a todos que gravitam no entorno da Vera Zaffari&Co, clientes e parceiros, para o futuro da construção civil.

 Ao olharmos para o nosso futuro, estamos orgulhosos das nossas realizações e confiantes de que cenários se apresentarão, baseados no que estamos semeando agora na Vera Zaffari&Co. Enquanto trabalhamos neste processo de evolução, permanecemos no contínuo atendimento ao nosso propósito e reforço dos nossos valores.

 

Vera Zaffari

Diretora

 

 

 

CATEGORIA: INOVAÇÃO, Varejo

Como o BIM abre caminhos para a transformação digital na arquitetura de varejo

Estamos passando por um momento de transição das nossas sociedades e o presente- futuro guarda um novo normal para a arquitetura, para a construção civil e para o varejo.  Nesse iminente futuro muitos processos que já eram tendência de mercado estarão latentes e serão imprescindíveis para a sobrevivência das empresas. Se nos anos mil e quinhentos a inovação era igual à navegação, hoje mais do que nunca a inovação é igual à digitalização.

Trabalho remoto

Especialistas prospectam que o trabalho remoto será uma realidade muito mais duradoura nos próximos dois ou três meses: é bem provável que ele se torne parte da nossa rotina também no longo prazo. Gigantes como a Google e o Facebook já declararam que seus funcionários não precisam comparecer ao escritório até o princípio do próximo ano.

Na VZ&CO essa inovação para gerenciar, organizar, comunicar, e colaborar online já estava sendo posta em prática mesmo antes da crise irromper, através da utilização de ferramentas como:

    • O Asana: plataforma de organização de equipes online que permite gerenciar tarefas, responsáveis e prazos.

    • O Slack: plataforma de comunicação interna que aproxima a equipe e mantém a comunicação viva e centralizada.

    • O Zoom ou Google Meet: plataforma para realizar reuniões virtuais.

    • O BIM 360: plataforma da Autodesk para compartilhamento em nuvem, na qual todos os stakeholders (incluindo clientes) podem visualizar o projeto de forma dinâmica, comentar e definir alinhamentos online, mesmo em dispositivos móveis.

bim varejo arquitetura

Plataforma online da Autodesk, o BIM 360 permite gerenciar documentos e projetos online de forma colaborativa com diferentes disciplinas complementares, permitindo maior agilidade e comunicação desde as etapas iniciais de projeto até o pós-obra.

No cenário em que estamos vivendo, no qual os stakeholders (áreas envolvidas) podem estar a muitos quilômetros de distância entre si, ferramentas como essas se tornam cruciais para que todos os envolvidos da arquitetura e demais disciplinas, da construção civil e do varejo estejam “na mesma página”. Afinal a inovação na arquitetura de varejo não é uma opção – ela é um fator de sobrevivência pós Covid-19.

A importância do Building Information Model (BIM) na arquitetura

A Inovação e criação de novos instrumentos não são uma exclusividade de tarefas gerenciais e de comunicação. A VZ&CO tem investido pesado em projetos de arquitetura BIM, utilizando ferramentas como:

  • Dynamo: Um software que se sobrepõem ao Revit e permite a automatização de tarefas, a verificação do modelo conforme padrão de clientes, e a superação de limitações impostas pelo software base (Revit). Ou seja, com ele é possível entregar resultados ainda mais confiáveis, com especial cuidado no gerenciamento e sustentabilidade e sendo entregues sempre dentro do prazo, algo essencial no setor de varejo.

dynamo varejo arquitetura

Exemplo de uma rotina criada no Dynamo que automatiza processos no BIM, garantindo maior fidelidade e com resultados mais confiáveis em demandas muito específicas de cada cliente.

    • Levantamento por Nuvem de pontos: Os levantamentos têm ganho enorme qualidade a medida que as máquinas assumem cada vez mais o que elas fazem de melhor: medir, documentar e calcular. A nuvem de pontos tem permitido um ganho exponencial na precisão dos levantamentos das lojas, e a tendência é que essa tecnologia se torne cada vez mais precisa, rápida e integrável ao processo de projeto.

nuvem de pontos arquitetura

O escaneamento de um ambiente por meio da  nuvem de pontos permite inserir, de modo digital, o espaço construído dentro do Revit garantindo maior precisão nos projetos, principalmente aqueles com preexistências.

      • Acompanhamento virtual à obra: Estamos utilizando plataformas que nos permitem fazer visitas virtuais nas obras e ver detalhes em imagens 360º. Dessa forma podemos acompanhar o desenvolvimento de cada estágio do projeto, realizar comparações da evolução da obra e anotar comentários diretamente online.

      • Navisworks: Um software que permite prever falhas de compatibilização (que dificilmente seriam percebidas mesmo pelos mais metódicos arquitetos), o que evita muitos problemas de conformidade na obra.

navis arquitetura varejo

Detecções de conflito entre projetos complementares usando  Navisworks para Revit, o que permite a diminuição de erros e, consequentemente, menos desperdício de material e de tempo já na etapa de projeto.

Além das ferramentas já implantadas, nossos próximos passos para a inovação já estão planejados, e incluem: a utilização de ferramentas mais avançadas do BIM 360, a utilização da realidade aumentada e o mergulho no uso do generative design.

A Inteligência Artificial no dia a dia

A partir de uma boa qualidade e quantidade de dados trazidos por um modelo BIM bem feito, a inteligência artificial está prestes a invadir de forma irreversível a indústria da arquitetura, da construção civil e do varejo. Em um futuro próximo, a Inteligência Artificial estará ainda mais enraizada na nossa rotina. Ela estará presente em diversos estágios, como por exemplo:

      • Auxiliando arquitetura e engenharia a tomar as melhores decisões. O generative design, dentro de uma lógica BIM, oferecerá opções com dados claros sobre quais são as vantagens e desvantagens de cada layout apresentado, por exemplo. Isso permite fazer comparações como o consumo de materiais na construção e a melhor climatização natural dos ambientes.

      • Ajudando a definir a alocação dos produtos nas prateleiras, ao identificar a necessidade de reposição de estoque e perceber o comportamento dos consumidores dentro das lojas.

      • Definindo uma maior conversão de compras ao sugerir produtos a partir da percepção de características e da medição de reações e sentimentos de clientes dentro de uma loja física.

      • Eliminando a necessidade de caixas, com sensores e câmeras que rastreiam o que os clientes compraram, debitando automaticamente os itens de seus cartões de crédito assim que os clientes saem da loja.

Obras automatizadas

No futuro, tarefas operacionais serão cada vez mais suprimidas por elementos computadorizados, que carregarão consigo o poder da internet das coisas (IoT). No intuito de uma construção civil mais eficiente e sustentável, as máquinas passarão a ser nossos construtores. Nesse ponto, um modelo dentro da lógica BIM se revela novamente imprescindível na construção civil das lojas de varejo do futuro: através de um bom conjunto de dados (que estarão contidos no BIM) será possível dar o input a obras mais mecanizadas. Além disso, os dados serão mantidos durante todo o ciclo de vida da loja, o que facilitará manutenções e reformas. A soma de todos esses processos de modernização chamamos Transformação digital no setor de arquitetura e engenharia no varejo.

A transformação digital através do BIM

Para obter resultados diferentes é preciso ter inputs diferentes. Por isso a VZ&CO está sempre reinventando a arquitetura de varejo, com modelos BIM cada vez mais completos e precisos, plataformas digitalizadas e colaborativas, e uma incansável busca para trazer para o cliente todas as vantagens que a Transformação digital propicia. Os benefícios trazidos por modelos BIM de qualidade já são enormes e serão ainda mais disruptivos após 2020, com a aceleração da inteligência artificial e a Transformação digital do mercado da construção civil.

Através da transformação digital do setor de arquitetura e engenharia, que tem como base a utilização extensa do BIM, é possível obtermos uma maior confiabilidade na documentação produzida, com a entrega de projetos mais assertivos o que gera uma orçamentação de obra mais exata. Com a geração de quantitativos de produtos e serviços mais confiáveis tende-se a tornar desnecessária a previsão de aditivos, que são sempre surpresas desagradáveis.

Os projetos em BIM associados aos recursos que fazem parte deste ecossistema, são a base que necessitamos para termos projetos com o uso consciente de recursos naturais e financeiros, diminuindo o desperdício que tanto impacta hoje  a indústria da construção civil.

No ambiente pós crise é inadiável termos projetos e obras mais assertivos, com menos desperdício, e maior previsibilidade de custos e prazos de entrega. Essa evolução deverá ser efetuada ao longo de todos os processos construtivos do varejo, tanto na expansão de novos pontos quanto em ajustes e reformas dos pontos já existentes.

O futuro do varejo é baseado em inovação. A inovação se dá através da transformação digital e esse futuro é agora.

Luísa Pieper

BIM Manager na VZ&CO

CATEGORIA: Sem categoria

FACHADA COMERCIAL PARA VAREJO: NOSSAS PERCEPÇÕES EM ANOS DE EXPERIÊNCIA

Um dos maiores desafios da arquitetura comercial é o desenvolvimento da fachada, especialmente em fachadas para varejo. Na arquitetura residencial a principal preocupação geralmente está na estética e visual final, que é o ponto mais impactante na impressão geral da edificação. Esse desenvolvimento passa por outros pontos importantes, tais como estudos de composição geométrica, incidência de sol e ventos para definir posicionamento das aberturas e até mesmo do layout interno, dentre outros. Porém, nas fachadas comerciais, as preocupações principais são um pouco diferentes.

Por definição, comércio varejista se caracteriza por ser um setor do comércio que tem por objetivo vender diretamente para os consumidores finais, ou seja, toda e qualquer pessoa pode comprar o produto. Assim, nem sempre o cliente irá recorrer à loja apenas por necessidade, mas sim pode ser atraído para ela, por diversas estratégias empregadas pelo lojista. Em lojas físicas, a fachada fará toda diferença para convidar o cliente para a loja, e ele decida entrar e consumir os produtos oferecidos.

Todo varejo possui uma marca, o nome do negócio. A partir do momento em que temos uma marca e que desejamos (e precisamos) que ela chame a atenção das pessoas, o desenvolvimento da fachada comercial ganha novas peculiaridade e pontos de atenção.

Estudo do impacto visual da marca

Existindo a necessidade de atrair o cliente para a loja, o estudo das visuais ganha protagonismo na concepção de fachadas de varejo. O ponto mais importante é enfatizar a marca, pois é o ponto principal de identificação do cliente. Dificilmente uma pessoa sentirá vontade de comprar em uma loja visualizando apenas o produto em uma vitrine, por exemplo. A marca muda completamente a percepção, e ativa o interesse do cliente.

Assim, é necessário estudar minuciosamente por onde se dará a circulação de pessoas, para que, mesmo à distância, a loja ganhe evidência em relação ao que a rodeia. O nome da marca deve ser visível, no ponto focal da circulação, livre de obstáculos na fachada comercial. Importante analisar todas as possibilidades, para que a marca seja notada de qualquer ângulo. Além do nome da marca, a sua cor é um ponto muito importante. Pode ser que o cliente não visualize o letreiro com o logo, porém a cor provavelmente já atrairá a atenção do consumidor, que poderá em seguida associar com algumas opções de marcas conhecidas por ele, e assim se interessar ou não em se aproximar da loja.

Em seguida, temos o estudo de vitrines. Um dos motivos principais que fazem o cliente entrar na loja é o interesse pelo produto. Sendo assim, o posicionamento da vitrine na fachada de varejo é essencial para que possa evidenciar os produtos expostos. Atualmente, muitos projetos de arquitetura comercial têm utilizado a estratégia de usar os próprios expositores internos como “vitrine” para os produtos. Dessa maneira, rompe-se a barreira física entre loja e circulação, o que torna mais propenso que o cliente entre na loja.

fachada comercial varejo

Uso do padrão X integração com entorno

Outro desafio importante na arquitetura comercial é a utilização do padrão da marca na fachada de varejo. Para que a marca seja facilmente reconhecida, principalmente quando houver unidades de lojas em diferentes shoppings, cidades, estados, é necessário existir uma unidade e um padrão que sejam facilmente assimiláveis e reconhecíveis pelo consumidor. A intenção é que o cliente visualize a loja e imediatamente reconheça a marca, seja quando estiver em um shopping na capital ou em uma loja de rua no interior.

Este ponto é menos desafiador em lojas de shopping, pois é um espaço que usualmente não apresenta grandes mudanças de forma e configuração interna e externa. Assim, fica mais fácil replicar a marca e padrão do cliente, e utilizá-lo praticamente da mesma maneira em diversos shopping em locais diferentes. Porém, sempre existem exceções: muitas vezes teremos situações de shopping com propostas diferentes, alguns mais compactos, outros mais luxuosos, onde a fachada deverá se adequar a esse contexto.

Porém essa questão torna-se mais desafiadora quando estamos pensando em arquitetura comercial para lojas de rua, onde existem inúmeras e diversas possibilidades de entorno em que a loja será inserida.

fachada comercial varejo

Fachadas comerciais para lojas de rua

Quando estamos trabalhando com edificações inseridas no contexto urbano, é de suma importância pensar na adequação dessa construção em relação ao entorno. Na arquitetura comercial, é ainda mais desafiador tornar a edificação coerente com o entorno e ao mesmo tempo reconhecível pelo consumidor.As fachadas de varejo inseridas no meio urbano devem conseguir equilibrar o respeito ao contexto com a necessária ênfase na edificação, necessária para convidar convidando o cliente a acessar a loja. Como utilizar a cor da marca para atrair o consumidor sem que ela se sobressaia excessivamente no contexto? Como posicionar os logos, muitas vezes em situações de ruas com diversas outras fachadas comerciais, competindo de maneira equilibrada sem tornar a publicidade excessiva?

A essa questão soma-se a replicação do padrão em situações muito distintas entre si. Em algumas ocasiões, é muito comum serem aproveitadas edificações existentes com outros usos anteriores para a construção de uma loja. Neste caso, é necessário analisar cuidadosamente como adequar o padrão à realidade da edificação. Geralmente, a estratégia utilizada na arquitetura comercial está na padronização da materialidade empregada, buscando ao máximo replicar materiais ou soluções pontuais que fazem diferença  reforçam na percepção da marca pelo consumidor.

fachada loja de rua

Fachadas de varejo e arquitetura de patrimônio

Não é raro termos situações de arquitetura comercial inserida em edificações existentes com características históricas ou que sejam patrimônio local. Em casos assim, soma-se mais um desafio, de respeitar não apenas o entorno como também a história da edificação em si. Muitas vezes, mesmo que a edificação não seja tombada pelo patrimônio, ela tem um valor histórico e sentimental para a cidade, tornando mais interessante que a fachada seja utilizada respeitando essas características. Nessas situações, o uso do padrão da marca acaba sendo mais comedido, buscando não competir com o valor arquitetônico da edificação, e também mais maleável para se adequar a uma infinidade de possibilidades de uso. É neste tipo de fachada comercial que é possível criar novas possibilidades  soluções para usar a marca.

fachada comercial varejo 

Tecnologias para fachadas de varejo – necessidade além da concepção da forma

Levando em consideração todos estes desafios para a concepção da forma e geometria da fachada comercial, ainda há um ponto particularmente decisivo nesta definição: a materialidade. Tendo em vista que o objetivo final da construção de uma loja é a venda dos produtos, todo o processo deve ser pensando de acordo com esse preceito. Desse modo, toda a materialidade da fachada de varejo deve ser pensada para que seja a mais padronizada e replicável possível, utilizando materiais produzidos em larga escala e utilizados nacionalmente (muitas vezes até mundialmente) para que a cada nova loja não seja necessário re-estudar esse padrão com base no que a região onde a loja está inserida oferece. Os materiais devem ser facilmente encontrados, demandarem praticamente nenhuma mão-de-obra especializada e serem de fácil manutenção.

As novas tecnologias construtivas que surgem a cada dia vêm auxiliar (e muito) neste processo. Materiais cada vez mais resistentes, mais fáceis de serem manuseados e colocados, mais econômicos e duráveis surgem todos os dias no mercado. E é justamente isso que a arquitetura comercial busca: um grande impacto visual com custo reduzido.

Além disso, a nova era digital tem nos proporcionado experiências cada vez maiores em todos os campos da arquitetura. Para fachadas de varejo não seria diferente. Displays interativos, painéis de videowall com publicidade da marca, vitrines móveis, iluminação variável… tudo isso vem para agregar valor à loja e para tornar a experiência do cliente ainda mais completa.

 fachada comercial varejo

Podemos concluir que a arquitetura comercial dos novos tempo se resume em experiência do cliente. A fachada é um dos pontos mais importantes, pois é a primeira impressão, é o que atrai o consumidor, é o que faz com que um futuro cliente queira consumir os produtos oferecidos. A fachada do varejo é uma pequena amostra do todo, é onde deve transparecer a identidade da marca, e por isso deve ser trabalhada e estudada com todo o cuidado e atenção para unir a necessidade do negócio com a vontade do consumidor.

 fachada comercial varejo

 

Amanda Diesel

Gerente de projetos na VZ&CO

CATEGORIA: CASES VZA, Hotéis, INOVAÇÃO, MERCADO, Varejo

Hotel Laghetto Viverone Canela – aconchego é o “novo luxo”

projeto hotel laghetto viverone canela luxo

Anteriormente, quando se pensava no projeto de um hotel, o foco da arquitetura estava ligado à valorização do luxo buscando a ostentação nos detalhes, no requinte dos revestimentos, nas escadas em mármore, em grandes esculturas e obras de arte nos halls de entrada. O luxo sempre teve um apelo muito visual, o que está totalmente associado à arquitetura. Entendia-se que o público buscava por este luxo e este era o maior valor da hotelaria. Com os novos tempos e as novas formas de se pensar, os hotéis foram se modernizando e entendendo o que o público buscava. Neste âmbito surge o conceito do novo luxo, que não está mais ligado à ostentação, à materialidade – o novo luxo está mais ligado às experiências não tangíveis, ao vivenciar, ao sentir.

Aliado a este novo conceito, desenvolver o projeto de um hotel é explorar todos os condicionantes do lugar, é entender o que público busca em uma hospedagem proporcionando a vivência do clima, trazendo o lazer para as áreas internas e que esta hospedagem seja escolhida não mais pela ostentação das materialidades empregadas no ambiente, mas sim, por toda a experiência que se pode ter.

A materialidade aliada ao conceito

Na concepção do projeto do Hotel Laghetto Viverone Canela, a maior preocupação foi o unir o clima da serra gaúcha à paisagem local, inserindo o projeto de forma sútil sem destoar do entorno. Todo o conceito do projeto é baseado na palavra aconchego. Desde o início da concepção até a escolhas dos materiais a serem empregados nas fachadas, sempre esteve muito forte o ideal em buscar um projeto acolhedor, dentro do padrão pré estabelecido pelo município, e ao mesmo tempo inovador e contemporâneo. Baseado nisso, buscamos materiais que sejam originários da serra gaúcha como o basalto, em superfície bruta mas com formatos regulares. A tonalidade cinza que remete ao frio da serra aparece na escolha da telha, na cor da pintura das fachadas, nos perfis das esquadrias e vidros. Para contrapor com a frieza do cinza, escolhemos o revestimento amadeirado que dá o calor e remete ao aconchego que tanto buscamos nesta concepção.

Para ilustrar um pouco como chegamos nas escolhas dos revestimentos para o projeto, trazemos uma prática do nosso processo de criação interno, chamada moodboard, é uma espécie de painel gráfico que une as texturas e cores do projeto para ilustrar visualmente estas combinações. Ele auxilia nas escolhas e na apresentação para o cliente, assim conseguimos ilustrar anteriormente as combinações de texturas que serão empregadas nas fachadas.

Neste painel podemos entender um pouco mais como fica a combinação do cinza com a tonalidade mais fria e sóbria através do basalto, e da madeira que tem um tom mais quente e acolhedor.

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 Ainda sobre o conceito do novo luxo empregado ao projeto do hotel Laghetto Viverone Canela, todo o programa de necessidades do hotel foi desenvolvido buscando a experiência do hóspede como um todo, tudo dentro de um só lugar. O projeto contém, além das diversas tipologias de suítes que vão desde as suítes simples até as suítes “família” que possibilitam a conexão de dois quartos, onde grandes grupos possam se hospedar em quartos conjugados, um restaurante com área interna e externa conectada à paisagem, espaço para eventos (casamentos, convenções, workshops, entre outros), academia, espaço kids, sala de jogos, piscina e sauna, todos de forma integrada, que possibilitam uma experiência completa de um hotel cinco estrelas. Todo o conforto e bem estar estão associados ao conceito principal do projeto.

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O projeto além do uso – cuidados com a operação

Com a evolução da arquitetura e dos novos formatos de hospedagem, buscamos sempre estar à frente da arquitetura, com soluções inovadoras que, além de proporcionar uma boa experiência aos usuários, proporcione ao operador deste serviço – no caso a bandeira Laghetto Viverone – fácil manutenção e custo reduzido de operação, durabilidade nas escolhas, facilidade nas reproduções sem perder o luxo, o requinte. Todos estes fatores resultam no sucesso da operação de um hotel.

Não basta pensar apenas no uso, mas também na operação destes serviços. O uso dos recursos naturais de forma responsável também faz parte do nosso projeto. Pensar em fachadas inteligentes, com vidros solares que minimizem a radiação e o calor interno, reduzindo o consumo de energia através dos condicionadores de ar, bem como a iluminação natural que se dá através das aberturas posicionadas de forma estratégica a explorar a orientação solar. Trazer ao projeto soluções como telhados verdes que proporcionam melhor condicionamento térmico aos ambientes através do resfriamento das lajes. Todos estes fatores foram inseridos no projeto para, além de reduzir o consumo de recursos naturais, reduzem o custo de operação.

Conclusão – o papel do arquiteto e o “novo luxo”

Um novo projeto é sempre um desafio, desenvolver este projeto em si, foi ainda mais desafiador, considerando um programa de necessidades extenso, com limitações de utilização do terreno em função das restrições dos regimes urbanísticos, aliados aos entraves das legislações de incêndio, com uma topografia ainda mais desafiadora e ainda assim, trazendo todo o conceito do projeto implícito em cada detalhe.

O papel do arquiteto, em tempos do novo luxo, é possibilitar que as pessoas aproveitem um dos bens mais importantes que se tem – o tempo – de forma confortável, vivenciando o melhor da hospedagem em um lugar acolhedor, que traga a experiência de se estar “em casa”, “mesmo longe dela”. O novo luxo pode ser um café em um lugar bacana, um almoço ao ar livre, ou até mesmo um passeio na serra, nós arquitetos estamos integrados a estes pequenos desejos pensando e projetando espaços para as pessoas desfrutarem, para as pessoas experienciarem, cada vez mais frequente a procura por lugares com diferenciais, que trazem estas pequenas felicidades que contemplam o conceito de novo luxo.

E para você o que é o novo luxo?

Rubiane Schneider

Gerente de projetos na VZ&CO

 

 

 

CATEGORIA: CASES VZA, INOVAÇÃO, MERCADO, Shoppings, Varejo

Rollout no Varejo e a Transformação Digital

roll out rollout arquitetura varejo

O varejo está passando por muitas mudanças para acompanhar os novos comportamentos do consumidor 4.0. Estas mudanças geraram transformações na indústria e agora impulsionam o varejo a inovar para atingir e atender este consumidor a partir das novas premissas de comportamento – onde nunca foi tão importante ter o foco do cliente nas decisões na forma como se relacionar com ele.

O comércio eletrônico, após o advento da popularização da internet mostrou que, para sobreviver, era preciso inovar, e o faz bem até hoje. Agora é a vez do varejo físico passar por esse processo de transformação digital, se reinventar através da arquitetura e oferecer novas experiências de compra para o consumidor de hoje, cada vez mais exigente.

Esta adequação ao novo consumidor precisa ser a base de um novo conceito e soluções adotadas na arquitetura e layout da loja física, consolidadas e replicadas para as demais unidades da rede. A isto chamamos de rollout.

Impacto do e-commerce na experiência da loja física

Urge as experiências on line e off line andarem juntas. Com a explosão do e-commerce, as lojas não são apenas pontos de transação, mas um ponto de contato em potencial em uma jornada maior do cliente. Este novo consumidor busca encontrar na loja física a mesma conveniência do digital, mas com uma experiência mais humana nas relações. Sendo assim, inovar na loja física não é mais uma opção – é mandatório. Quem continuar fazendo o mesmo, vendendo da mesma forma que sempre vendeu, não terá mais espaço no mercado.

As grandes redes de varejo, assim como as redes de bancos e hotéis com atuação regional ou nacional, precisam replicar os conceitos da suas propostas de valor através da arquitetura dos espaços, seja na implantação de novos pontos físicos ou na reforma dos pontos já existentes. Neste sentido, o rollout de projeto é quando todos os conceitos e inovações que são implementados precisam ser disseminados para toda a empresa. Rollout é uma tecnologia aplicada no layout – um novo processo de abastecimento ou novas formas de atendimento, após serem criados, testados e aprovados, padronizam-se os processos e, a partir disso, inicia-se a busca da próxima transformação em vários sites. Por isso o rollout é tão importante para a arquitetura de varejo.

roll out rollout arquitetura varejo

Arquitetura de varejo com rollout

No projeto são definidos o conceito e os itens que farão a composição do espaço em relação a layout, tecnologias, equipamentos, revestimentos, instalações e atendimento a todas as necessidades do novo consumidor. Esse projeto é desdobrado e adequado a cada novo espaço existente, o que permite ao empreendimento ganho em escalas e a certeza de que as melhores práticas já testadas e consolidadas serão implementadas.

O rollout no varejo é um passo natural para todo varejista que deseja expandir sua rede, se manter competitivo no mercado e à frente dos seus concorrentes a partir da entrega de novos produtos, serviços e conceitos inovadores. Os desafios existem, mas é possível superá-los com a ajuda de bons parceiros. São eles que tornarão essa jornada fluída, sem atrito, no menor tempo e custo possível. E a tecnologia aplicada ao processo de expansão das lojas físicas será a nova aliada do segmento para ser ainda mais competitivo na indústria 4.0.

A prática do rollout significa escalar o projeto que deu certo e adotá-lo de maneira abrangente. É estender o que deu certo em uma loja para toda a sua rede. É amplificar os resultados finais e compartilhar os benefícios de implementação benfeita. Para isso, existem inúmeros critérios a serem considerados antes, durante e depois de um rollout. O uso da inovação e de novas tecnologias ajudam na forma de conseguir eficiência operacional, como é o caso do uso do BIM em toda a cadeia do processo de expansão.

A implantação do rollout de um novo conceito, uma nova marca ou uma nova oferta em um grande número de locais de varejo como lojas, concessionárias, franquias, restaurantes ou postos de gasolina, pode ser um esforço extremamente complexo para uma empresa em nível nacional. Não é incomum que muitas dessas iniciativas sofram grandes atrasos ou falhas. Ainda mais comuns são os casos em que as lideranças não possuem visibilidade do progresso ou descobrem tarde demais que as metas de implantação não serão atingidas.

Metodologia BIM na arquitetura de varejo

A partir do uso da modelagem de informações na construção de um projeto 3D / 4D (BIM – Building Information Modeling), é possível implementar várias tecnologias de ponta que viabilizam a transformação digital da área de rollout dos pontos de venda fornecendo design, informações, dados, implementação e distribuição do varejo mais inteligentes e econômicos nos ciclos de vida do projeto. Com o uso da tecnologia BIM é possível se obter desenhos com maior qualidade e confiabilidade, antecipadamente, resultando em menos pedidos de alteração na obra ou geração de custos extras, facilitando aberturas mais rápidas, no prazo. A metodologia BIM não somente gera um projeto com entrega mais eficiente da loja, mas também às operações de instalação por meio do desenvolvimento de banco de dados confiável, conferindo melhores resultados a todo o processo.

Com o uso da tecnologia BIM, o processo de arquitetura (projeto e obra) são vinculados a um banco de dados onde é possível ter toda a inteligência e informações ao seu alcance, não importa onde você esteja. Ter o seu modelo BIM na nuvem significa que você terá acesso a informações detalhadas e atualizadas do projeto em qualquer dispositivo, em qualquer lugar que você esteja.

roll out rollout arquitetura varejo

Conclusão: A tecnologia acelera o futuro da arquitetura

Com o avanço rápido da tecnologia, agora existem muitas ferramentas que permitem aos arquitetos e projetistas simular situações como a luz solar durante diferentes horários do dia e estações do ano – buscando a redução de recursos naturais. A tecnologia BIM também pode calcular o desempenho energético da construção, o que pode ajudar os engenheiros e outros membros da equipe do projeto na busca de maior eficiência das soluções adotadas.

O BIM permite que todas as disciplinas envolvidas no projeto interajam sobre um mesmo modelo, ao mesmo tempo, garantindo que as possíveis interferências de uma disciplina na outra sejam resolvidas ainda em projeto.

Também é possível, através da utilização de tecnologias de Realidade Aumentada, visualizar na obra ou no local onde o mesmo será construído, como o projeto elaborado em BIM se comportará no ambiente quando concluído. Qual o nível de interferências e problemas que podem ser resolvidos antes mesmo da obra iniciar, gerando ganhos de tempo e de redução de custos extras no futuro.

Através da aplicação de novas tecnologias aplicadas sobre o projeto digital, é possível o acompanhamento da obra e dos seus estágios, comparando projeto com a realidade que que está sendo construída no conforto da sua casa ou escritório, assim como em qualquer lugar que você estiver.

O uso do BIM é a base da transformação digital do setor de expansão das empresas e pode se tornar um grande aliado nos processos de rollout do varejo.